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Espaço de troca de conhecimento da Galera CAPRiCHO. Um grupo de jovens engajados de 13 a 18 anos que chamamos de leitores-colaboradores e que participam ativamente da vida da redação.
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Não é só futebol, é identidade

Uma paixão que atravessa gerações

Por Sofia Vieira 1 abr 2026, 16h24 •

Não é segredo para ninguém que, quando se pensa em Brasil — ou Brazil, sendo mais realista —, na cabeça de milhares de gringos o futebol é a primeira imagem que surge. Criado em meados da metade do século XIX, o esporte como conhecemos tem origem inglesa e foi introduzido no querido “lar do canarinho” pouco mais de 20 anos depois e, desde então, é como um patrimônio cultural que carregamos até hoje.

É claro que podemos atribuir tamanha força à ideia de que somos o “país do futebol” graças às vitórias da Seleção Brasileira e seus inúmeros craques. Os acontecimentos mais emblemáticos definitivamente se tratam das finais de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 — noites em que o povo brasileiro foi dormir com orgulho de vestir a amarelinha. Todavia, à medida que essa fama começou a ruir, ainda que pouco a pouco, sentimos-nos destronados e buscamos fazer valer o título novamente.

Em 2025, o sentimento mais próximo disso foi gerado pela Copa do Mundo de Clubes da FIFA – o Mundial de Clubes, como chamávamos ao ouvir sua música tema pela televisão no meio do ano. Quatro times do nosso país fizeram parte dessa nova competição: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras, e brilharam intensamente com a bola no pé.

De certa forma, a energia contagiante não se limitou aos times e suas fiéis torcidas. Foi como uma bomba que levou o que havia de melhor dentro de cada estádio e de cada casa para acompanhar os jogadores nos Estados Unidos. Eles não estavam apenas cumprindo suas obrigações com seus respectivos clubes, estavam carregando uma nação consigo.

Como na noite em que o Botafogo venceu o Paris Saint-Germain, o então “Clube do Ano” eleito no prêmio Bola de Ouro, por 1 a 0; ou no dia seguinte, quando o Flamengo superou o temido Chelsea – que viria a ser o campeão da competição – pelo placar de 3 a 1. O que se via nos grupos de WhatsApp, nos tweets e nos stories era a redenção pela qual ansiávamos, a razão para estarmos torcendo: relembrar quem um dia fomos.

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O Fluminense foi o time brasileiro que chegou mais longe na disputa, garantindo vaga na semifinal contra o Chelsea. Ao encerrar sua participação, porém, nos trouxe de volta para a realidade. Foi como pousar após um voo para a “Terra da Euforia”, deixando um gostinho de quero mais.

Dessa forma, lembramos que neste ano de 2026 teremos Copa do Mundo e que, em meio de bandeirinhas verde-amarelas, vuvuzelas por toda parte e confraternizações em frente à TV, vamos reencontrar nossas raízes na esperança do tão almejado hexa, que há de vir. De certa maneira, até o ar é diferente em ano de Copa: tem um toque de familiaridade e alegria que somente o esporte consegue proporcionar. Existe um Pelé, um Nilton Santos, um Zagallo, um Garrincha, um Rivaldo, um Tafarel, um Romário, um Ronaldo, um Ronaldinho e um Kaká dentro de cada criança. E, se tudo der certo, haverá um Neymar, um Vini Jr, um Alisson, um Ederson, um Casemiro, um Gerson, um Rodrygo, um Igor Jesus, um Luiz Henrique, um Danilo, um Raphinha — e tantos outros — no coração das gerações futuras.

E assim fica comprovado que gostar de futebol é mais que um traço de personalidade no Brasil: é uma tradição. Algo ensinado, cultivado a cada semana e que explode em emoção a cada final, vitória, derrota, empate e até escalação. As lágrimas, os sorrisos, os gritos da torcida são as coisas que realmente importam, porque, no fim, sabemos que pertencemos a um lugar, e é onde nos reconhecemos em meio à maré de amor irradiada por cada brasileiro ao ver a bola em campo.

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