Gif animado com um lettering da Galera Capricho 2024, nas cores verde, azul e preto. O fundo muda de cor
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Espaço de troca de conhecimento da Galera CAPRiCHO. Um grupo de jovens engajados de 13 a 18 anos que chamamos de leitores-colaboradores e que participam ativamente da vida da redação.
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Sentir que você pertence ao desconhecido é mais normal do que parece

Essa sensação comum entre jovens adultos revela muito sobre identidade e transformação

Por Giovanna Feliponi 21 dez 2025, 17h00
O

nde pertence a minha alma? Onde é que a gente realmente tem que estar para se encontrar? Em qual lugar fomos feitos para viver? Há muito tempo tenho pensado sobre isso. Porque tudo é tão intenso e, ao meu redor, parece que tudo sempre quer mais. Ultimamente, tenho sentido — e acredito que muitos de nós também sentimos — que talvez não estejamos no lugar certo.

Será que minha alma e minha essência pertencem a outro canto do mundo? Por muito tempo, acreditei que fosse Nova Iorque. Meu sonho é correr pelas ruas da cidade com meu café gelado, usando um sobretudo bege, indo para a editora da minha revista, como Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada. Mas, recentemente, algo mudou. Tenho me sentido hipnotizada pela Itália, por Veneza e Roma. Fico me perguntando: será que minha alma não pertence a um lugar de gelatos de limão-siciliano, tardes calorosas à beira-mar, vestidos fluidos e ruas cercadas por história?

Onde será que eu deveria estar? Porque, de verdade, eu sou uma pessoa feita para a cidade grande. Não consigo me imaginar vivendo no interior. Amo minha cidade, São Paulo. E tenho certeza de que, nessa fase da minha vida, minha alma pertence às metrópoles: grandes multidões, prédios imponentes, museus, metrôs, ônibus, comunicação, arte, música… Tudo aquilo que a cidade grande tem de melhor para oferecer.

Minha alma precisa de um lugar com cultura, onde você possa se apaixonar por paisagens, onde cada rua tenha uma história, onde uma música tocada ao acaso possa marcar a sua vida para sempre. Lugares em que a culinária seja tão única que você nunca encontre algo igual em outro canto do mundo.

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Quero ter a certeza de que o lugar onde irei viver meus melhores momentos seja um espaço de conforto — ou, quem sabe, a minha alma pertença apenas à minha imaginação.

E aí, galera? Vocês já pararam para pensar nisso? Ou será que alguma de vocês sente que pertence ao desconhecido?

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