Ao ficar vulnerável, Vecna permite que você veja quem Henry já foi um dia
Passado de Henry Creel vem à tona quando Vecna revive memórias traumáticas e possibilita que público compreenda como ele também foi uma vítima
edos, inseguranças, angústias e tensão são sentimentos gerais a todo ser humano, e nem um supervilão consegue escapar deles. No último episódio de Stranger Things, lançado no último 31 (quarta-feira), o público pode observar como, por baixo da persona vilanesca de Vecna, Henry Creel, sua versão humana, ainda existe, sentindo todas essas sensações.
Um breve indício disso já havia sido mostrado no volume anterior desta temporada, quando Max conta que o vilão não entra na caverna que se tornou seu esconderijo, parecendo apavorado e paralizado. Contudo, foi só neste último episódio que a justificativa para o terror do vilão apareceu.
Após as 12 crianças sequestradas se esconderem na caverna, Vecna, na pele de Henry, luta contra os seus próprios medos e entra, enfim, no espaço, revivendo a memória tão traumática que ele tinha pavor de enfrentar. Lá, ele volta para o primeiro momento em que teve contato com o Devorador de Mentes e com o Abismo, por meio de uma pedra. Ainda criança, ele encontra um cientista segurando uma maleta, que tenta matá-lo com um tiro.
Assustado, ele mata o cientista com uma pedra, pega a maleta e encontra a pedra, que se infiltra em seu sangue, dá poder a ele e o conecta com o Devorador de Mentes, que passa a dominá-lo. Na peça de teatro Stranger Things: Firts Shadow, é contado que Henry ficou 12 horas desaparecido, tempo em que ele passou sobre o domínio do Devorador de Mentes.
vecna na porta da caverna pic.twitter.com/wWzkhVLDWY
— azi ✠ (@azivdsa) January 1, 2026
Embora nem na peça, nem no último episódio, é mostrado o que realmente acontece com ele, é possível perceber que esse encontro é extremamente traumático e muda sua personalidade para sempre — é provável que ele não queira acessar essa memória para não lembrar do que lhe foi tomado, como pontuado pela galera nas redes.
Tudo isso, contudo, só é possível porque Henry decide, deliberadamente, enfrentar seus medos, mesmo que seja para sequestrar novamente as crianças e destruir o mundo. Fora o motivo maquiavélico, é possível entender uma coisa específica da cena: quando nos permitimos ser vulneráveis e encarar nossas maiores inseguranças e medos, possibilitamos que as pessoas ao nosso redor nos conheça de forma mais crua, intíma e verdadeira.
Ao entrar na caverna, Henry também é acompanhado por Will, que assiste, do abismo, todo o trauma e dor pela qual o vilão está se submetendo. O jovem entende, neste momento, que Henry também foi uma criança controlada e abusada pelo Devorador de Mentes, assim como o próprio Will.
A grande diferença entre eles, entretanto, é justamente a permissão de Henry ao Devorador, aceitando ajudá-lo na missão de unir o mundo ao Abismo. Independente da inexistência dos universos paralelos na vida real, a cena é o exemplo de como você pode e deve ser vulnerável com quem você ama e confia. Seus medos e pavores não te definem e, deixando sua rede de apoio ciente deles, você ficará mais protegido e acolhido.
+Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui.
5 séries perfeitas para quem é do signo de Gêmeos





