Como surgiu o Dia da Visibilidade Trans no Brasil e sua importância
A data nasceu em 2004 após um dia histórico do movimento contra a transfobia e pelos direitos dos transgêneros e travestis
esta quinta-feira, 29 de janeiro, é comemorado o Dia da Visibilidade Trans no Brasil. A data tem como objetivo maior conscientizar a sociedade sobre a existência, os direitos e lutas de pessoas transgênero e travestis, e fortalecer o combate contra a discriminação e transfobia que faz dezenas de vítimas no nosso país.
A data foi criada em 2004, quando, neste mesmo dia, ativistas se reuniram no Congresso Nacional, em Brasília, em um ato nacional para o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, em parceria com o Programa Nacional de IST e Aids do Ministério da Saúde. O encontro foi um marco na história do movimento contra a transfobia, e impulsionou para a criação deste dia, aprovado pelo Congresso, como uma forma de reconhecimento.
E por que o Dia Nacional da Visibilidade Trans é tão importante, CH?
Em 2025, o número de pessoas trans e travestis assassinadas caiu 34% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 122 crimes desse tipo, segundo a última edição do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). No entanto, o cenário não é positivo: o nosso país continua a ser o que mais mata pessoas que pertencem à sigla T no mundo.
Enquanto o número de assassinatos até caíram no último ano, as tentativas de homicídio contra essa população aumentaram. Em 2025, foram registrados pela Antra pelo menos 75 homicídios tentados, que representa um aumento de 32% em relação a 2024.
Vale deixar claro, neste dia e em todos os outros, que a transfobia é caracterizada por toda forma de discriminação ou violência específica contra pessoas trans, seja ela moral, verbal ou psicológica. As pessoas que cometem essas violências, de forma velada ou explícita, são chamadas de transfóbicas. Tendo ciência disso, mentalize bem a frase a seguir: “Não precisa ser trans para lutar contra a transfobia”. Afinal, direito de pessoas trans são direitos humanos, certo?
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