O peso de seguir alguém que te faz mal é pior do que “ficar de fora”

Em meio à pressão de estar sempre conectado, escolher o que ver também é uma forma de se proteger.

Por Victor Evaristo 26 mar 2026, 16h00 • Atualizado em 26 mar 2026, 17h42
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irar alguém das suas redes sociais costuma ser tratado como exagero, principalmente num mundo em que todos observam seus “passos digitais” quase em tempo real. Existe uma pressão silenciosa para estar sempre presente, sempre vendo e sendo visto, como se desaparecer por um instante já fosse suficiente para perder alguma coisa muito importante.

Para muita gente, sair desse fluxo dá a sensação de ficar de fora, de não acompanhar o ritmo dos outros ou até de não pertencer. Só que acompanhar tudo o tempo pode deixar de ser uma distração e passar a ser um peso constante, daqueles que a gente só percebe quando começa a incomodar.

Com o tempo, alguns conteúdos começam a afetar mais do que deveriam, mesmo que de forma sutil. Comparações constantes com pessoas que não te fazem bem, por exemplo, podem mudar a forma como você se enxerga, interferir no humor e até impactar a saúde mental.

Como identificar essas ameaças?

Nós já falamos na CAPRICHO sobre o impacto dos influenciadores digitais na formação da nossa galera, desde a percepção corporal até os hábitos de consumo. Essas pessoas que marcam presença no nosso feed constantemente geram referências e moldam nossos comportamentos, por meio de técnicas de marketing digital, carisma e boa comunicação. Para se proteger, te apresentamos neste outro texto aqui 3 perguntas-chave para decidir se você deve ou não seguir um influenciador.

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Mas vale esclarecer que não somos afetados apenas por quem tem milhares de seguidores. Perfis de pessoas conhecidas ou até que fazem parte do nosso ciclo social também podem nos fazer mal. Um exemplo são aquelas amigos virtuais que estão sempre mostrando uma vida perfeita nas redes, mas que são impraticáveis na realidade, ou pessoas que mostram ou falam sobre aspectos que geram ansiedade, comparação, tristeza ou qualquer tipo de gatilho. Existem também aquelas pessoas que fizeram parte de certa fase da sua vida, mas hoje não faz mais sentido acompanhá-las. Por que elas ainda estão aí então?

É importante perguntar o que você sente quando vê o conteúdo de certa pessoa. Ele te acrescenta algo positivo? Te traz alguma sensação ruim? Ou nem faz diferença? Tudo isso deve ser levado em consideração.

Não tenha medo de colocar limites

Aquela olhada rápida no perfil de alguém vira um hábito automático, que nem sempre traz algo positivo. Escolher não ver mais isso não significa covardia ou imaturidade, nem precisa ser encarado como um gesto dramático. Às vezes, é só uma forma honesta de reconhecer que aquilo não está fazendo bem naquele momento e que continuar insistindo só prolonga um desconforto desnecessário.

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Colocar limites no que aparece na tela também faz parte de aprender a se cuidar, mesmo que isso ainda seja visto com estranhamento por algumas pessoas. Silenciar ou bloquear nem sempre envolve briga, indireta ou ressentimento. Muitas vezes, é uma decisão silenciosa, feita mais por você do que pelo outro, sem a necessidade de explicação. Nem tudo precisa ser acompanhado, comentado ou absorvido, e entender isso ajuda a lidar melhor com a pressão de estar sempre conectado. E cuidar do que você consome também é uma forma de cuidar de si.

E aí? Até que ponto vale a pena continuar acompanhando algo que não te faz bem?

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