Divertido ou mico? O que o Carnaval significa para a Geração Z e Alpha
Muita gente pode achar que os jovens odeiam o Carnaval ou que "não sabem curtir", mas, segundo a nossa galera, não é bem assim
uito se questiona o conceito de diversão para as mais novas gerações. Se antes adolescência estava bastante ligada a ideia de “curtir adoidado”, hoje, muitos jovens têm quebrado com as expectativas de que aproveitar a vida é festejar e beber, e tem priorizado uma rotina mais regrada e fitness em detrimento de farra. Mas, e o Carnaval, essa grande festa, como fica nesse contexto? O que ele passa a significar para a nossa galera então?
Para responder esses questionamentos, precisamos fazê-los para os próprios jovens, representados aqui pela Galera CAPRICHO, nosso grupo de leitores-colaboradores. O que eles acham do Carnaval? O que eles vão fazer neste ano? Bom, o plano de boa parte dos garotos e garotas que participaram desta matéria é aproveitar o feriadão de Carnaval para ficar em casa e maratonar alguma série “ou filme do Oscar”.
É o caso de Alana Eloi, 15 anos, que não se anima com a ideia de “lugares cheios de gente, barulhentos e o calor” que são característicos das comemorações de Carnaval. Ela conta que, por ter crescido em uma família religiosa, nunca teve um contado real com o Carnaval ou ido a bloquinhos, mas que se encanta pela forma que a data é celebrada de forma diferente no Brasil todo e como representa a nossa cultura. “O Carnaval não representa uma memória afetiva pra mim como para tantos outros brasileiros, mas faz parte do meu amor gigantesco pela cultura do nosso país”, diz.
Rhyan Reis, de 14, fala que ama “a vibe, arte e cultura envolvida nessa época”, mas é do time daqueles que ficam em casa, mesmo que isso represente sofrer um pouco de FOMO (Fear of Missing Out, ou em português, medo de ficar de fora). “Eu sinto uma pressão de mim mesmo quando não saio no carnaval, sinto que não estou aproveitando esses momentos da juventude, pular carnaval, curtir, ainda mais na adolescência.”
Onde você vive influencia seu gosto por Carnaval?
Dominique Molina, de 16 anos, conta que gosta de Carnaval, “mas não muito”. “Eu moro em cidade pequena e aqui não tem muitos blocos, e eu também nunca sai daqui para comemorar. Mas mesmo assim, pra mim o carnaval significa festança, glitter, música e apresentações”, explica.
O Carnaval também nunca foi um “grande evento” na vida da Sofia Vieira, de 17 anos. Ela atribui isso ao meio onde foi criada. “Acho que não me identifico com a festa, por exemplo, as músicas que normalmente são mais ouvidas na época da festividade, estavam no meu dia a dia. Ouvir Axé, dançar, brincar de ser criança eram coisas normais para mim, então a parte especial era não ter que ir para a escola”, explica. “Carnaval, na minha visão, é sinônimo de descanso”, completa.
Já, para a carioca Marina Motta, de 16 anos, onde ela nasceu aflorou bastante seu amor por Carnaval. “Eu gosto muito do Carnaval. Muitas vezes, o meu aniversário ocorre durante o feriado e, por eu ser do RJ, a cultura do Carnaval é gigante por aqui. Acho que para mim, é um feriado de celebração da vida, onde a gente curte e aproveita cada um da sua forma”, diz, e a conta que vai assistir aos desfiles das escolas de samba e torcer para a sua do coração, além de tirar um tempo para descansar e ficar com a família.
“A nossa geração tem muitos grupos que passam o Carnaval de formas diferentes, e cada pessoa decide o jeito que quer se divertir. Acho que é uma questão de identidade, de conforto e de escolha própria”, opina Karina Souza, de 17 anos, que não tem o costume de ir em blocos, e pretende viajar neste ano. “Eu gosto da época e aproveito do jeito que dá”, diz.
O que o Carnaval significa para você?
“União, pessoas dançando, bebendo, se divertindo e vivendo aquele momento juntas. Mas, acima de tudo, ele significa liberdade: liberdade de ser quem você é, de se fantasiar, de passar glitter no corpo, de se expressar do jeito que quiser”, responde Giovanna Feliponi, de 17 anos. Para a jovem, “poder ocupar a rua, dançar, celebrar e viver essa alegria de forma leve e verdadeira é mágico”.
Ela acredita que ela faz parte de um meio-termo dentro da sua própria geração: enquanto ela e parte dos jovens se identificam muito com o Carnaval tradicional, gostam de sair para bloquinhos, curtir festas e aproveitar tudo o que o feriado oferece, a outra metade prefere ficar em ambientes mais tranquilos, silenciosos e confortáveis nessa época do ano.
Isabella Iori, 18 anos, que também faz parte do lado que gosta da festa, destaca a tentativa de ridicularização do Carnaval por parte de alguns jovens. “Vejo que hoje em dia a minha geração (Z), muitas vezes, julga o Carnaval como se fosse algo vergonhoso, como se não participar da ‘bagunça’ fosse sinal de superioridade. Às vezes, acho que a nossa geração vem sendo mais conservadora do que a dos nossos pais”, diz.
Luísa Panini não se sinte pressionada em aproveitar o Carnaval de uma maneira específica. Ela explica por quê: “principalmente porque um dos significados que ele tem para mim é o de sair da sua zona de conforto”, destacando que a parte que mais ama é preparação que envolve escolher fantasia, criar fantasia, maquiagem, brilho.
“Você pode aprender que você gosta de novo de novos hobbies, confeccionando roupas, você pode fazer novas amizades, experimentar coisas novas e sair da sua zona de conforto”, explica. “Óbvio que eu quero uma foto legal para o Instagram. Mas aí, no fim, tiro umas 50 fotos, não dá certo, mas tá tudo bem. Isso é um plano secundário porque o foco do carnaval é curtir com todo mundo e aproveitar”, completa.
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