Doechii revela que bullying na escola a fez ter pensamentos suicidas
Em entrevista, rapper compartilhou período de luta com a saúde mental: "Se eu tirasse minha vida, seria apenas eu. Meus ofensores não viriam comigo"

rapper Doechii vem sendo uma das grandes revelações no meio musical e, mesmo com o sucesso, ela não deixa de compartilhar suas fragilidades e questões sobre saúde mental, tanto em músicas, discursos de agradecimentos, quanto em entrevistas. Nos últimos dias, ela se abriu em uma entrevista sobre um período de sua adolescência em que cogitou tirar a própria vida.
Em entrevista à revista norte-americana The Cut, Jaylah Ji’mya Hickmon, nome de nascimento da cantora, contou que recebeu de Deus a frase “Eu sou Doechii” ainda na escola, no sexto ano, e que isso a salvou de pensamentos suicidas que vinha tendo. “Eu estava sofrendo tanto bullying que comecei a pensar em me matar”, relata.
A grande virada de pensamento, para a cantora, foi a decisão de acolher e de ser Doechii. “Percebi que, se eu tirasse minha vida, seria apenas eu. Meus ofensores não viriam comigo, nem tudo que disseram para mim. Eu que deixaria de existir. Então pensei, que se dane. E essa onda de paz tomou conta de mim e recebi ‘Eu sou Doechii’. Mas foi mais como esse sentimento de fiz uma escolha, tomei uma decisão. Eu sou a protagonista deste filme”.
Essa não foi a primeira vez que a rapper revelou questões com a saúde mental. No Grammy deste ano, ao receber o gramofone por Melhor Álbum de Rap, ela comemorou a decisão de ficar sóbria, tomada ainda no ano passado. “Eu investi meu coração, minha alma nessa gravação. Apostei a minha vida, passei por tanta coisa, me dediquei à sobriedade, e então, Deus me disse que eu seria recompensada. Ele queria me mostrar como eu venceria”, celebrou emocionada.
Em um de seus principais singles DENIAL IS A RIVER, o abuso de substâncias também é citado enquanto ela relembra um período difícil de sua vida nos últimos anos, onde as drogas foram usadas como válvula de escape.
“I mean, fuck, I like pills, I like drugs / … / I like day-drinkin’ and day parties in Hollywood / … / What can I say? The shit works, it feels good / And my self-worth’s at an all-time low”
(Quer dizer, foda-se, eu gosto de pílulas, gosto de drogas / … / Eu gosto de beber durante o dia e de festas matinais em Hollywood / … / O que eu posso dizer? Isso funciona, me faz sentir bem / E minha autoestima anda lá embaixo mesmo)
A troca aberta e sincera de experiências envolvendo a saúde mental permite o reconhecimento e nos instiga a conversar sobre nossas questões. Já pensou nisso?
Se você precisa de apoio emocional, entre em contato com o serviço gratuito de prevenção do suicídio CVV, o Centro de Valorização da Vida, através do telefone 188 ou do site www.cvv.org.br.