Veteranos provam que somente uma edição all-stars pode salvar o BBB

Parece que dobrar o prêmio não foi suficiente para motivar Camarotes e Pipocas a entrarem de cabeça no jogo

Por Vand Vieira 27 jan 2026, 04h14

Chegamos à terceira semana e já podemos cravar que o BBB26 é dos Veteranos. Enquanto Ana Paula Renault, Sarah Andrade e os demais ex-participantes do programa estão carregando essa edição nas costas, a maior parte dos grupos Pipoca e Camarote entrega pouco ou nenhum entretenimento.

A situação é grave porque, até então, muitos acreditavam que um dos principais problemas do Big Brother Brasil nos últimos anos era o valor relativamente baixo recebido pelos vencedores do reality show. De fato, não fazia sentido correr o risco de se queimar com o público — e com as marcas — se bastava fechar alguns trabalhos publicitários para ganhar a mesma quantia após o confinamento. Só que, pelo visto, nem mesmo quase R$ 5,5 milhões vão tirar famosos e anônimos da zona de conforto.

E não estamos falando de participantes como Matheus e Pedro, que movimentaram a casa pelos motivos errados. Queremos ver estratégias, momentos divertidos (espontâneos, por favor!) e, claro, tretas causadas pela convivência, pelas dinâmicas da direção. É nesse sentido que os Veteranos brilham.

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Tem sido interessante acompanhar os embates de Sarah e Sol Vega contra Ana Paula, a parceria entre Sarah e Jonas Sulzbach, a relação de amor e ódio de Ana Paula e Alberto Cowboy e as variações de humor de Babu Santana. Todos voltaram com sangue nos olhos e dá para sentir isso, por exemplo, quando Babu chora de emoção ao vencer a Prova do Líder pela primeira vez ou quando Ana Paula provoca os rivais incansavelmente.

O fato de esse grupo valorizar tanto uma segunda chance faz pensar que, sim, apenas uma edição all-stars ou all-winners faria o BBB voltar a empolgar ou, quem sabe, seria uma forma de parar de tentar e deixar saudade. Infelizmente, Pipocas já não entrarão no programa sem pensar em Juliette, Gil do Vigor ou outro caso de sucesso, e Camarotes vão sempre ter medo de encarar um “cancelamento” como o de Karol Conká. Estamos em um novo momento e isso pede novos formatos.

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