Com discurso forte, Lady Gaga se posiciona contra o ICE nos EUA

Além da Mother Monster, outras divas pop criticaram a brutalidade policial

Por Rômulo Santana 29 jan 2026, 16h42
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ady Gaga se manifestou contra o ICE, a Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA, e as políticas do governo de Donald Trump de enfrentamento aos imigrantes no país. A cantora também dedicou canções ao povo de Minnesota, cidade que tem vivido dias intensos de protestos e assassinatos.

As declarações foram feitas durante um show da turnê Mayhem Ball em Tóquio, no Japão, nesta quinta-feira (29). Por lá, Gaga cantou a faixa Come to Mama, do disco Joanne, para todos aqueles que perderam entes queridos e precisam de acolhimento.

“Quero dedicar um momento para falar sobre algo extremamente importante para mim. Algo importante para  pessoas em todo o mundo e especialmente nos Estados Unidos neste momento. Daqui a alguns dias, estarei voltando para casa e meu coração está doendo ao pensar nas pessoas, nas crianças, nas famílias, em toda a América, que estão sendo impiedosamente perseguidas pelo ICE. Estou pensando em toda a dor delas e em como suas vidas estão sendo destruídas bem diante dos nossos olhos”, disse Gaga durante a apresentação.

Desde o início do segundo governo de Donald Trump, a população imigrante dos EUA tem sofrido com a truculência das ações do ICE, que se intensificaram após um onda de protestos por conta do assassinato da escritora Reneé Good no início do mês, em Minneapolis, no estado de Minnesota.

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Na mesma cidade, o brutal assassinato do enfermeiro Alex Pretti, imobilizado por policiais e atingido por aproximadamente 10 balas, inflamou ainda mais a situação de insegurança. O local também recebeu aproximadamente 3 mil policiais do ICE para conter as manifestações contra a truculência deles mesmos. Gaga não deixou a situação passar despercebida no show.

“Também estou pensando em Minnesota e em todos que estão vivendo com tanto medo e buscando respostas sobre o que devemos fazer. Quando comunidades inteiras perdem seu senso de segurança e pertencimento, algo se quebra dentro de todos nós. Espero que todos vocês estejam conosco esta noite. Sei que não estamos na América agora, mas estamos com nossa comunidade e amamos vocês”, disse a cantora.

“Precisamos voltar a um lugar de segurança, paz e responsabilidade. Pessoas boas não deveriam ter que lutar tanto e arriscar suas vidas por bem-estar e respeito, e eu espero, espero que nossos líderes estejam ouvindo. Espero que estejam nos ouvindo, pedindo que mudem rapidamente o rumo de suas ações e tenham misericórdia de todos em nosso país. Em um momento em que não parece fácil ter esperança, é a minha comunidade, meus amigos e minha família que me sustentam. Então, gostaria de cantar uma música que tenha um pouco de esperança, para tentar nos dar um pouco esta noite”, completa Gaga antes de performar Come to Mama.

Além da Mother Monster, outras divas pop tem se posicionado sobre o assunto. Ariana Grande compartilhou informações sobre manifestos, enquanto Katy Perry fez pressão para que senadores impeçam um investimento de mais de 10 bilhões de dólares na força policial.

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Billie Eilish, por sua vez, criticou as políticas contra imigrantes e os cortes de orçamento do país para medidas de contenção ao aquecimento global, ao vencer um prêmio. Nos últimos dias, a cantora também cobrou que outros artistas usem suas vozes e se posicionem.

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“Ei, meus colegas famosos, vocês vão se pronunciar? Ou”, escreveu a voz de BIRDIES OF A FEATHER.

Anteriormente, Olivia Rodrigo, que publicou posts contrários à ação policial nos últimos dias, e Sabrina Carpenter proibiram que o governo e o ICE usem suas canções para promover ações truculentas.

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