Hudson Williams explica por que evita “grudar” em Connor Storrie
Astro de Heated Rivalry fala sobre amizade, identidade artística e os limites entre vida pessoal e fandom
om Heated Rivalry prestes a estrear no Brasil no dia 13 de fevereiro, Hudson Williams vive um dos momentos mais comentados de sua carreira. O ator canadense, que interpreta Shane Hollander no romance queer ambientado no universo do hóquei, tem chamado atenção não só pela intensidade da série, mas também pela forma como lida com a exposição pública — especialmente quando o assunto envolve sua relação com o colega de elenco Connor Storrie.
Em entrevista recente à Wonderland Magazine, Hudson explicou por que ele e Connor, apesar de estarem “em todos os lugares” no noticiário, raramente aparecem juntos em eventos ou aparições públicas. Segundo o ator, a decisão é consciente e tem a ver com preservar a individualidade de cada um.
“Nós não queremos ser os gêmeos Olsen”, afirmou Hudson. “Queremos ser Connor e Hudson, com filmografias diferentes e acordos diferentes.”
O ator também reforçou que a amizade entre eles não precisa ser performada para o público. “Por mais que nos amemos, nossa amizade não precisa ser pública”, disse. Hudson citou ainda uma frase do criador da série, Jacob Tierney, que acabou virando um resumo da postura dos dois: “Shane e Ilya são para o público. Connor e Hudson são para eles mesmos”.
Essa separação entre ficção e vida real, segundo Hudson, é uma forma de evitar que a relação vire uma marca. “As pessoas querem ver a gente sempre juntos na primeira fila, mas evitamos isso ativamente, porque começa a parecer branding. Se você é sempre visto junto, fica grudado”, explicou.
Ainda assim, ele fez questão de deixar claro que a conexão segue firme longe dos holofotes: “Eu faço FaceTime com ele sempre que estou livre”.
Em dezembro, Connor Storrie também falou sobre a amizade com Hudson e refletiu sobre como a proximidade entre homens ainda costuma ser confundida com romance. Em entrevista à Variety, o ator contou que Hudson chegou a passar uma semana em sua casa, o que gerou interpretações exageradas por parte do público. “Isso diz muito sobre a cultura e sobre como o afeto entre homens ainda é visto”, afirmou. “Existe um tabu em torno de homens serem amigos e demonstrarem carinho.”
Connor destacou que a experiência intensa da série contribui para essa leitura equivocada. “Vivemos algo muito carregado de sexualidade por causa da história, então é curioso ver como gestos simplesmente afetuosos passam a ser sexualizados”, disse.
Para ele, a reação revela limites sociais ainda muito presentes: “Se coloco a mão na perna dele numa entrevista, por ele ser meu melhor amigo, isso automaticamente vira ‘eles são mais do que amigos’”.
A discussão também apareceu na coletiva de imprensa com Jacob Tierney, da qual a CAPRICHO participou nesta semana. Segundo o diretor, a produção vai além do rótulo de “romance quente” e se aprofunda em temas como masculinidade, vulnerabilidade e intimidade.
“Reconhecer sentimentos, medos e inseguranças não te torna menos nada”, afirmou Tierney. “É importante que mulheres vejam homens sendo vulneráveis, e que homens se vejam assim também.” Ele explicou ainda que o erotismo funciona como ponto de entrada para a narrativa, mas não como seu destino final. “O erotismo é uma isca. Ele atrai o público, mas o que realmente afeta as pessoas é o desejo, a saudade e a ternura que vêm depois.”
Com apenas seis episódios na primeira temporada — incluindo um capítulo que alcançou a nota máxima no IMDb —, Heated Rivalry chega à HBO Max no dia 13 de fevereiro, com episódios lançados semanalmente às sextas-feiras.
+Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui.





