Por que livros estão dominando séries e filmes do momento
Das distopias aos romances jovens, as adaptações literárias conquistam o streaming com histórias de amadurecimento, identificação e emoções à flor da pele.
ão é segredo que adaptações literárias são fenômenos mundiais que se renovam ao longo do tempo. Dez anos atrás, as bilheterias de cinema celebravam estreias de distopias, como Maze Runner e Jogos Vorazes. Muito antes disso, sagas de fantasia, como O Senhor dos Anéis, já tinham redefinido o audiovisual.
Mas agora, na era do streaming, os romances jovens trazem frescor e aquele friozinho na barriga por meio de séries e filmes que ditam tendências e abordam jornadas de amadurecimento em épocas conhecidas como as mais complexas da vida, mergulhando nas descobertas da adolescência.
O Verão Que Mudou Minha Vida, Para Sempre e Tartarugas Até Lá Embaixo são exemplos de adaptações de livros que dividem elementos em comum quando o assunto é identificação. Dando voz a pensamentos nada simples e, muitas vezes, indecisos, produções como essas vão além e mostram ser essencial aprender a se respeitar e traçar limites, reconhecendo que cada pessoa tem um tempo e uma forma para lidar com situações que vão desde saúde mental até relacionamentos com família e amigos.
Ao retratar personagens falhos que continuam aprendendo com erros, as narrativas levantam discussões relevantes sobre não normalizar comportamentos. É o caso de Maxton Hall, série alemã estrelada por Harriet Herbig-Matten e Damian Hardung. Inspirada nos livros de Mona Kasten, a adaptação acompanha a jornada de Ruby e James, adolescentes encarando a vida enquanto enfrentam pressões sociais e psicológicas no fim do ensino médio — uma fase que, por si só, já tende a ser bem complexa, né?
Em entrevista exclusiva à CAPRICHO, a dupla de atores analisa parte das reflexões retratadas na história, incluindo se colocar como prioridade e reconhecer quando uma relação deixa de ser saudável para ambas as partes. “É muito importante mostrarmos uma jovem mulher sem romantizar o homem ao lado dela, que a traiu ou que não a tratou bem. Temos que mostrar que ela não está aceitando isso”, diz Harriet.
Para Hardung, a trajetória do casal reforça como traços tóxicos precisam ser debatidos, especialmente para o público jovem. Ele diz que é indiscutível a necessidade de falar sobre saúde mental, já que a intenção era mostrar que não é justo colocar o peso da própria felicidade nas mãos de alguém. “Se você realmente ama alguém, você vai deixar essa pessoa ir caso essa escolha a leve para uma vida mais feliz.”
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