Os óculos de grau de Timothée Chalamet são peça-chave em ‘Marty Supreme’

Além de resgatar os anos 1950, o recurso de figurino teve função narrativa e interferiu na performance do ator

Por Sofia Duarte Atualizado em 22 jan 2026, 09h53 - Publicado em 21 jan 2026, 17h00
T

endo a Nova York da década de 1950 como cenário, Marty Supreme narra a história do grandioso sonho de Marty Mouser (Timothée Chalamet) de se tornar o melhor jogador de tênis de mesa do seu tempo. Para remontar esse contexto histórico, o departamento de figurino do filme, dirigido por Josh Safdie, se torna relevante não somente na escolha das roupas dos personagens, mas na de um acessório que acompanha o protagonista em toda a sua jornada, seus óculos de grau.

Os óculos de grau em questão trazem uma estética vintage que contribuem para criar o look cinquentista de Mouser. O modelo possui lentes geométricas sem molduras, apenas seguradas por uma estrutura com acabamento dourado em cima.

A peça exclusiva foi fornecida pelo Studio Optix, localizado em Nova York, que já faz esse trabalho em parceria com programas de televisão e produções de Hollywood. “Eles queriam lentes negativas grossas em uma armação sem aro para que os olhos dele parecessem menores […] e também usamos revestimento antirreflexo por conta das câmeras”, disse um representante da loja em entrevista à CAPRICHO. “A armação de Timothée no filme é vintage e não podemos replicá-la exatamente, mas temos um modelo muito parecido em estoque que podemos adaptar para outros clientes”, completou.

A escolha, conforme o diretor Josh Safdie explicou, entrevista à Vogue norte-americana, imprime um toque de juventude e conversa com a ambição do personagem. “Eles [os óculos] contrastavam bem com o ar de gângster dos ternos. Representavam um elemento aspiracional [de Marty Mouser], esse reflexo da sua juventude e da sua dificuldade visual.”

Continua após a publicidade

Uma curiosidade é que, para além da finalidade estética, os óculos também tinham um propósito específico de impulsionar a atuação de Timothée Chalamet. Isso porque, segundo registrou a revista norte-americana Variety em um evento do filme, o objetivo era simular uma miopia.

Para isso, o ator usou lentes de contato, que embaçavam sua visão, e os óculos de grau para corrigi-la. Assim, quando ele fica sem óculos em determinados momentos do filme, seria como se ele de fato não enxergasse. Ou seja, não se trata de apenas um objeto qualquer, mas uma ferramenta relevante de caracterização que funciona como um elemento visual da atuação, mostrando como o filme se preocupou com a realidade nos mínimos detalhes.

Continua após a publicidade

“Na época [das gravações], a gente decidiu colocar lentes de contato de +10 graus nos olhos dele, e colocaríamos óculos de grau de -10 na frente disso, para que, assim que os óculos caíssem, ele não conseguisse ver nada. [Quando ele testou essa combinação], ele [Chalamet] me ligou e disse: ‘Estou com as lentes de +10 agora e sentindo tontura'”, relembrou Safdie.

A responsável pelo figurino do longa é Miyako Bellizzi, que contou, em entrevista ao Up Next, que todos os looks foram feitos do zero e que, no caso de Marty Mouser, a ideia era transmitir o efeito de ‘usado’ em suas roupas. “Nós passamos bastante tempo lavando, tratando, tingindo e desgastando as roupas para que parecesse que ele tivesse usando elas por anos. Esse tom de usado era essencial para quem Marty é”, afirmou a figurinista.

Continua após a publicidade

Marty Supreme chega aos cinemas brasileiros oficialmente nesta quinta-feira, 22 de janeiro.

+Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui.

Tudo o que vai dominar o entretenimento em 2026

Publicidade