Um print chega no grupo. Alguém compartilha, outras pessoas salvam e ninguém pergunta se quem aparece na imagem autorizou. Isso pode ser violência sexual online.
“Foi só uma zoeira” não justifica
WhatsApp, directs, jogos e chats também podem ser espaços de violência. Segundo dados citados pela coluna, 6 em cada 10 denúncias de crimes virtuais à SaferNet envolvem violência sexual contra crianças e adolescentes.
E isso acontece todos os dias
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026 trouxe um alerta: 1 em cada 3 autores de crimes ligados à produção, posse ou distribuição de material de abuso sexual infantil é adolescente, entre 12 e 17 anos.
Não é só coisa de adulto
Adolescentes também podem cometer violência contra outros adolescentes. E ela pode começar justamente nos espaços mais cotidianos: grupos, directs, jogos e conversas online.
Isso tem nome: violência entre pares
Compartilhar uma foto íntima sem permissão, pressionar alguém por nudes, registrar imagens sem consentimento ou usar conteúdo íntimo para chantagear alguém não é brincadeira.
Algumas atitudes ultrapassam limites
Entre estudantes de 13 a 17 anos, a coluna aponta que namorado, ex, ficante ou crush aparece como agressor mais comum em casos de abuso sexual e estupro.
E relacionamentos também exigem atenção
Medo de não acreditarem, vergonha ou simplesmente não saber o que fazer podem impedir alguém de falar. Por isso, conversar e buscar apoio faz diferença.
O silêncio ajuda a violência a continuar
Não compartilhe nem espalhe o conteúdo. Acolher quem passou pela situação e procurar a ajuda de uma pessoa adulta de confiança são formas de romper esse ciclo.
Viu acontecer? Você pode ajudar
O Disque 100 funciona 24 horas, é gratuito e pode ser usado de forma anônima. O canal recebe denúncias e também oferece orientação sobre situações de violação de direitos humanos.
Existe um canal para pedir ajuda
Em casa, na escola ou entre amigos: reconhecer a violência sexual online e conversar sobre consentimento ajuda a criar relações mais seguras — dentro e fora das telas.
Falar sobre isso também é proteção 💜