O que é e quais os benefícios do PDRN, ativo que é tendência no skincare
Conhecido como "DNA de salmão", ele virou queridinho da K-beauty por melhorar a textura da pele
urante as suas pesquisas e consumo de conteúdo sobre cuidado com a pele, você já ouviu falar no ativo PDRN? Ele ficou conhecido como “DNA de salmão” ou até “esperma de salmão” e chamou a atenção por prometer benefícios como hidratação, melhora da textura do rosto e um efeito glow.
Mas como assim ele vem do esperma do peixe? De que forma funciona e quais são seus benefícios? Para responder a essas perguntas, a CAPRICHO conversou com especialistas e preparou um guia para explicar o que é o PDRN, por que ele se tornou uma das maiores tendências do skincare atual e quais cuidados você deve ter antes de incluí-lo na sua rotina.
Afinal, o que é PDRN?
O PDRN, sigla para polidesoxirribonucleotídeo, é um conjunto de pequenos fragmentos de DNA, tradicionalmente obtidos a partir de DNA de salmão ou truta, e, por isso, nas redes sociais ficou conhecido como “DNA de salmão” ou “esperma de salmão”.
Mas, segundo Thomas Kim, farmacêutico e responsável técnico da marca coreana Osang Cosmetic, é importante enfatizar que o ingrediente final utilizado nas fórmulas não é o esperma em si, mas sim um material purificado, processado e padronizado.
“Após a extração, esse material passa por processos controlados de purificação, fragmentação e esterilização antes de ser incorporado a produtos cosméticos ou dermatológicos”, explica. “No skincare, o PDRN é associado a propostas de reparação, revitalização e melhora da qualidade da pele.”
De onde surgiu e por que faz tanto sucesso?
Esse ativo apareceu em estudos dermatológicos relacionados à regeneração tecidual, cicatrização e recuperação da pele. Ao longo do tempo, também começou a entrar na medicina estética, principalmente em tratamentos profissionais voltados à melhora da qualidade da pele.
Seu sucesso se deve a uma combinação de fatores, entre elas o crescimento do segmento de K-beauty, o interesse por ativos reparadores e a busca por um efeito glow na pele. “Com a influência das tendências coreanas, o ativo passou a aparecer em séruns, cremes, máscaras faciais e outros produtos voltados à hidratação e recuperação da pele. Ainda assim, é importante comunicá-lo com responsabilidade, pois trata-se de um ativo promissor, e seus resultados dependem da formulação, da concentração e da constância de uso“, afirma o especialista.
Quais são os benefícios?
O PDRN melhora a circulação local, o fornecimento de nutrientes e de oxigênio para as células, o que é favorável para a regeneração celular, de acordo com a Dra. Lara Fileti Arruda, médica dermatologista no Hospital São Francisco de Mogi Guaçu. Ele também tem uma ação anti-inflamatória e está relacionado ao aumento da atividade dos fibroblastos, que são as células que produzem o colágeno e a elastina, fundamentais para manter a firmeza e a elasticidade da pele.
“De um modo geral, ele pode ser usado para rugas, linhas de expressão, flacidez, regeneração tecidual em processos de cicatrização de feridas, no tratamento de condições crônicas da pele, como a inflamação crônica no caso da rosácea, e para estimular a elasticidade e a hidratação da pele”, resume a médica.
Como aparece no skincare?
No skincare domiciliar, pode vir em séruns faciais, cremes hidratantes reparadores, máscaras e ampolas de tratamento. Já no contexto de consultório profissional, vem em produtos utilizados em procedimentos dermatológicos, como skinboosters, mesoterapia e técnicas associadas ao microagulhamento, que têm ação mais profunda.
“Também existem versões chamadas de ‘PDRN-like’ ou alternativas biotecnológicas e veganas, que buscam uma proposta semelhante sem utilizar origem animal”, acrescenta o farmacêutico da Osang Cosmetic.
Como incluir no dia a dia?
O produto com PDRN geralmente vem depois da limpeza e antes da hidratação da pele, durante a parte da manhã, mas isso vai depender do veículo em que o ativo está (creme, sérum, etc).
“A recomendação é introduzir o produto gradualmente e observar a resposta da pele. Se houver boa tolerância, o uso pode ser diário, conforme orientação do fabricante. Em peles sensibilizadas, é importante priorizar fórmulas suaves”, aconselha Thomas Kim.
Há contraindicações?
A dermatologista Dra. Lara Fileti Arruda comenta que se trata de um produto biocompatível, ou seja, com bom perfil de tolerabilidade e que se adequa a diferentes tipos de pele.
Apesar de não existir uma idade mínima para uso, ela costuma indicá-lo a pacientes a partir dos 25 ou 30 anos de idade, que é quando começam a surgir os primeiros sinais de envelhecimento.
Thomas Kim ressalta que a recomendação dermatológica é primordial, especialmente em casos de acne intensa, alergias, rosácea ou pele sensível. “Para adolescentes, a prioridade deve ser uma rotina básica com limpeza, hidratação e proteção solar, com tratamento específico para acne quando necessário. O PDRN pode ser utilizado com foco em hidratação e recuperação da pele, mas não há uma idade obrigatória para uso”, conclui.
Lembrando que esta matéria não dispensa uma consulta com um dermatologista responsável e de sua confiança. O acompanhamento médico é imprescindível para começar a utilizar um produto ou fazer um tratamento para a pele, combinado?
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