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Maximalismo não é sinônimo de bagunça nem poluição visual

E, sim, minimalismo e maximalismo podem andar juntos.

Por Mariana Rivera 30 Maio 2026, 17h00
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lguma vez, você leitor(a), já refletiu sobre como as pessoas têm assimilado o too much a algo negativo atualmente? Enquanto parte da nossa galera abraça o maximalismo, outra insiste em reforçar ideias equivocadas e negativas sobre esse movimento, baseada em que tudo deve ser clean e básico. Mas o que eu quero mostrar aqui é que o minimalismo e maximalismo não são completos opostos e podem andar juntos no cotidiano dos adolescentes e até mesmo dos adultos. 

Essa reflexão começou na minha cabeça em um dia qualquer no ano passado. Eu estava com a minha mãe no sofá, assistindo a um documentário que dizia que a melhor vida é ser minimalista. Quando acabou, minha mãe declarou:  “A partir de agora, nós vamos ser minimalistas, porque, assim, vamos viver com menos bagunça e em paz”. Eu, prontamente, rebati: “De jeito nenhum!”.

O filme, a fala dela e todo o cenário atual me fizeram refletir sobre como a falta de conhecimento sobre o que é o maximalismo é um grande inimigo para nós, principalmente quando vivemos na chamada “era maximalista”.

Então, é preciso deixar alguns pontos bem claros. O maximalismo consiste em um estilo que valoriza o exagero como grande foco, mas não de forma negativa como estamos acostumados a ouvir, mas, sim, utilizando de cores vibrantes, texturas, estampas e misturas para seguir o ideal principal: “mais é mais”.

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Olhando dessa forma, pode até parecer bagunça e poluição visual, mas, na realidade, o estilo maximalista se baseia em encontrar o equilíbrio no caos, sendo o oposto da desorganização. Além disso, o maximalismo é também uma forte forma de valorizar a representatividade de minorias étnicas, inclusão estética e demonstrar sua própria identidade.

Já no caso do minimalismo, trata-se de um estilo voltado para o corte do que não é essencial que se apoia na premissa do “menos é mais”. Ele é muito marcado por cores neutras, escolhas mais simples e básicas, o que também pode contribuir para um consumo mais consciente.

Sim, pode até parecer que os estilos, maximalista e minimalista, são dois opostos que não se misturam. No entanto, isso não é necessariamente verdade. O maximalismo também valoriza o consumo recorrente quando recorre ao garimpo, curadoria e até mesmo reciclagem. Da mesma forma que o minimalismo também pode explorar o autoconhecimento e usar o estilo para expressar sua própria identidade e buscar aceitação por meio disso.

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Você não precisa escolher um lado, optar por menos ou por mais. Você pode aproveitar os dois para se expressar. O “maxi’ não é um exagero ruim e o minimalismo não é única opção.

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