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Sentir que você pertence ao desconhecido é mais normal do que parece

Essa sensação comum entre jovens adultos revela muito sobre identidade e transformação

Por Giovanna Feliponi 21 dez 2025, 17h00 | Atualizado em 8 jun 2026, 12h32
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nde pertence a minha alma? Onde é que a gente realmente tem que estar para se encontrar? Em qual lugar fomos feitos para viver? Há muito tempo tenho pensado sobre isso. Porque tudo é tão intenso e, ao meu redor, parece que tudo sempre quer mais. Ultimamente, tenho sentido — e acredito que muitos de nós também sentimos — que talvez não estejamos no lugar certo.

Será que minha alma e minha essência pertencem a outro canto do mundo? Por muito tempo, acreditei que fosse Nova Iorque. Meu sonho é correr pelas ruas da cidade com meu café gelado, usando um sobretudo bege, indo para a editora da minha revista, como Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada. Mas, recentemente, algo mudou. Tenho me sentido hipnotizada pela Itália, por Veneza e Roma. Fico me perguntando: será que minha alma não pertence a um lugar de gelatos de limão-siciliano, tardes calorosas à beira-mar, vestidos fluidos e ruas cercadas por história?

Onde será que eu deveria estar? Porque, de verdade, eu sou uma pessoa feita para a cidade grande. Não consigo me imaginar vivendo no interior. Amo minha cidade, São Paulo. E tenho certeza de que, nessa fase da minha vida, minha alma pertence às metrópoles: grandes multidões, prédios imponentes, museus, metrôs, ônibus, comunicação, arte, música… Tudo aquilo que a cidade grande tem de melhor para oferecer.

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Minha alma precisa de um lugar com cultura, onde você possa se apaixonar por paisagens, onde cada rua tenha uma história, onde uma música tocada ao acaso possa marcar a sua vida para sempre. Lugares em que a culinária seja tão única que você nunca encontre algo igual em outro canto do mundo.

Quero ter a certeza de que o lugar onde irei viver meus melhores momentos seja um espaço de conforto — ou, quem sabe, a minha alma pertença apenas à minha imaginação.

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E aí, galera? Vocês já pararam para pensar nisso? Ou será que alguma de vocês sente que pertence ao desconhecido?

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