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Barbie lança primeira Barbie com diabetes tipo 1 e gera debate

Lançamento busca promover a inclusão e a representativa, mas alguns usuários relataram que a boneca está romantizando a doença

Por Mavi Faria 14 jul 2025, 15h15 | Atualizado em 8 jun 2026, 13h08
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os últimos anos, a boneca Barbie vem se tornando cada vez mais símbolo de representação e inspiração, com linhas inclusivas como a da Barbie Fashionistas com bonecas com corpos, cores de pele e tamanho diversos, além de modelos com deficiências como auditiva e locomotora. Na edição deste ano, a Mattel lançou a primeira boneca Barbie com diabetes tipo 1, doença crônica autoimune em que o corpo não produz insulina.

A doença pode ser percebida pelos acessórios que compõe a boneca, como o Monitor Contínuo de Glicose para monitorar o nível de açúcar no sangue e uma bomba de insulina em sua cintura, além da escolha de estampa da roupa da boneca, em referência à estampa de bolinhas nas cores da campanha global de conscientização da doença.

O intuito da empresa, como afirmam na publicação oficial do Instagram da Barbie, é “mostrar às crianças que uma vida com essa condição é igualmente vibrante, gratificante e rica em possibilidades” — e sabemos quanto a representação, em especial em bonecas como a Barbie, faz toda a diferença na forma com que uma criança lida com suas próprias deficiências ou doenças.

Contudo, nem todo mundo parece ter gostado da iniciativa e alguns até questionam o caráter representativo da boneca. Nos comentários de uma publicação da BBC Brasil, por exemplo, diversos usuários pontuaram que a Barbie com diabetes é uma tentativa de romantizar a doença e que a Mattel estaria abusando da condição física para fins lucrativos.

Um dos comentário, inclusive, ironizou a fama da Barbie de ter mil e uma profissões, afirmando: “A Barbie tinha várias profissões e agora tá adoecendo 😂”. Outra pessoa questionou, também de forma irônica, se doenças mentais como depressão e ansiedade seriam incluídas nessa linha, escrevendo: “Tem a Barbie depressão com combo de ansiedade também?😍”.

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Barbie lança primeira Barbie com diabetes tipo 1 e gera debate
Na publicação da BBC Brasil, diversos usuários demonstraram insatisfação com a boneca e questionaram se é conscientização ou busca desenfreada por lucro. @bbcbrasil/Instagram/Reprodução
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Mas será que, nesse caso, estamos mesmo falando de romantização de uma doença?

Romantizar, para o Dicionário de Cambridge, é tornar algo mais atraente, interessante e até romântico, escondendo seus aspectos negativos, banalizando suas dificuldades e minimizando suas problemáticas. Já uma representação é criar uma imagem semelhante de algo que existe.

No caso não só da Barbie com diabetes tipo 1, mas também da com cadeira de rodas, com aparelhos auditivos e qualquer outra deficiência ou doença, a representação de uma condição da vida real em uma boneca mundialmente conhecida e divulgada pode ajudar crianças nessas situações a se sentirem normais e sem vergonha de ser quem é. Essa afirmativa é defendida por boa parte dos comentários no post oficial da Barbie no Instagram, como de um perfil que comemora o lançamento da boneca relatando: “Tenho 47 anos, fui diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 8 anos. Esperei por essa Barbie minha vida inteira 🥰”.

Em outro comentário, uma pessoa desabafa: “Isso significa tudo para mim. Eu gostaria de ter tido essa boneca na infância 🥹 Tenho 22 anos, fui diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 9. Eu me sentia tão sozinha e mal compreendida. Isso é lindo. Obrigada por fazerem a diferença na vida de crianças e adultos com diabetes tipo 1. É uma condição exaustiva e ver essa representação representa o mundo para nós 🩷💙”.

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No X (antigo Twitter), outras pessoas adultas com este tipo de diabetes relataram como gostariam de ter tido a boneca na sua infância e comemoraram a inclusão incentivada por meio da boneca.
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E você, o que achou do lançamento da Barbie com diabetes tipo 1?

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