Charlie se tornou o que ele precisava no final de Heartstopper
Em 'Heartstopper: Para Sempre', o personagem de Joe Locke transformou seu sofrimento em força para ajudar outros jovens.
uem acompanhou a trajetória de Charlie Spring, interpretado por Joe Locke, ao longo das três temporadas de Heartstopper, ficou feliz em ver quem ele se tornou no filme que encerra a história criada por Alice Oseman, lançado no último 17 de julho na Netflix.
Em ‘Heartstopper: Para Sempre’, o garoto, que costumava se isolar por causa do bullying e homofobia que sofria na escola, se torna candidato à presidência do grêmio estudantil, com o objetivo de combater a violência no ambiente escolar e incentivar os meninos a expressarem mais seus sentimentos.
Depois de eleito, ele funda um coletivo LGBTQIA+ e acolhe Alfie, um aluno mais novo que está enfrentando situações parecidas com aquelas que ele viveu. Sr. Ajayi (Fisayo Akinade) ajudou e apoiou Charlie quando ele precisava, agora é o protagonista que cria esse espaço para outros jovens – e isso é uma das coisas mais legais do filme.
Essa virada do personagem mostra a importância de ter por perto pessoas da comunidade, que entendem seus medos e inseguranças e vivem experiências semelhantes. Cria-se, então, uma rede de apoio que compartilha referências, inspirações e representatividade. Ninguém se sente sozinho, “estranho” ou incompreendido.
Charlie não deixou de ter inseguranças ou superou totalmente seus traumas, mas ele entendeu que poderia transformar seu sofrimento do passado em exemplo e força para ajudar outros jovens. Compartilhar sua história, se fazer presente para um amigo que está passando por situações complicadas e apresentando novas referências é uma ótima forma de acolher.
Você não tem o poder de evitar que o outro sofra, mas pode fortalecer o grupo para enfrentarem, juntos, as injustiças.





