Jovens descobrem serem gêmeas após virarem amigas no TikTok

Elene e Anna viraram amigas virtuais e perceberam similaridades entre si. Só não sabiam que suas histórias estavam conectadas com tráfico humano

Por 10 jul 2024, 18h14 | Atualizado em 8 jun 2026, 16h21
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m 2022, Elene Deisadze encontrou o perfil de Anna Panchulidze enquanto mexia no TikTok e decidiu seguir a conta por achá-las parecidas. Um tempo depois, as jovens se tornaram amigas e começaram a notar semelhanças que iam além do físico: ambas fariam 18 anos no mesmo dia e tinham sido adotadas.

Foi a partir disso que a desconfiança sobre uma possível conexão familiar surgiu, comprovada por um teste de DNA que indicou que as jovens, hoje com 22 anos, eram irmãs gêmeas.

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Nascidas na Geórgia, país localizado na interseção da Europa com a Ásia, Anna e Elene descobriram que sua separação e adoção fazia parte de um esquema criminoso de tráfico humano, muito comum na Europa nos anos 2000.

Ele envolvia agências de adoção e hospitais, que contavam às mães que os bebês estavam mortos e os entregavam aos criminosos. Eles, por sua vez, cobravam quantias exorbitantes dos pais. Anne descobriu, por exemplo, que a mãe adotiva havia pagado cerca de U$ 30 mil – embora não soubesse da origem da criança.

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A decisão de comprar o bebê veio do desespero após encarar uma fila interminável na adoção e de descobrir que não conseguiria gerar uma criança.

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Segundo levantamento feito pelo Estadão, entre 1950 e 2000, mais de 120 mil crianças foram traficadas na Geórgia e foi só com a mudança de leis nos anos 2000 que o esquema de tráfico humano perdeu força. Agora, as meninas buscam conseguir encontrar seus pais biológicos.

Já imaginou encontrar uma irmã gêmea ou um parente pelo TikTok?

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