No Carnaval, todas mulheres são suas amigas e você deve protegê-las

Uma mulher não precisa ser sua conhecida para que você possa ajudá-la em caso de assédio. Juntas, é possível criar uma rede de proteção muito mais forte

Por Juliana Morales 4 fev 2026, 18h30 •
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Carnaval é uma delícia, mas, infelizmente, nesse período de fervor social, a violência e o assédio contra mulheres costumam ser potencializados. Nesse cenário, a companhia de amigas de confiança torna-se uma rede de proteção fundamental entre garotas. Mas esse cuidado não deve ficar limitado só a quem foi com você ao bloquinho ou conhecidas. O olhar atento precisa ser para todas mulheres.

Muitas vezes, a responsabilidade pelo assédio recai sobre as próprias vítimas, que nunca, em qualquer hipótese, tem culpa de serem assediadas, certo? Combater esse crime deve ser uma tarefa coletiva, não precaução individual.

Como ajudar outras mulheres no Carnaval, CH?

Se você percebe que uma mulher não está se sentindo confortável com a abordagem de um homem, dê um jeito de chegar perto dela, perguntar se ela precisa de ajuda (por meio de sinais, olhares ou diretamente) e, se necessário, tirá-la dali, convidando ela para dar um passeio como se você já a conhecesse, ou pedindo que a pessoa respeito o espaço dela.

Outra situação que, infelizmente, são comuns nesses ambientes são as brigas de casais, principalmente quando envolve uso de bebida alcoólica e episódios de ciúmes. Se você ver que a discussão com o namorado ou namorada durante o bloco está agressiva e sem respeito, afaste ela dali e peça ajuda de outras pessoas, se necessário.

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Peça ajuda, violência contra a mulher é crime

Ao presenciar um episódio de agressão contra uma amiga, ligue para 190 e denuncie. Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres e a Lei Maria da Penha pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares também, viu?

Também é possível realizar denúncias pelo número Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher, que não só recebe denúncias como também direciona para o atendimento especializado — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos. Busque acolher quem está precisando de ajuda após um episódio de violência. Apoio de pessoas próximas – desde um abraço, até a ida à delegacia acompanhada – é uma das coisas mais importantes.

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