Por que precisam parar de colocar a nossa geração em caixinhas

A sociedade tem a mania de falar do jovem de um lugar distante, colocando estereótipos nas novas gerações, sem ao menos escutá-las.

Por Galera CAPRICHO 2026 25 jul 2026, 13h00
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ão é de hoje que a população é dividida em gerações de acordo com o ano de nascimento. Essa é uma tentativa clássica de listar características, valores e formas de relacionar em comum entre as pessoas de cada grupo. Faz sentido: a época em que se cresce interfere muito na mentalidade do ser humano, já que o cenário político e social se modifica com o tempo.

Algumas alegações sobre a nossa galera da Geração Z e Alfa, de fato, são reais, mas muitas outras são baseadas em generalizações e estereótipos. O que mais nos incomoda é quando querem falar sobre quem somos ou do que gostamos, mas não nos chamam para entrar na roda de conversa. E aí surgem ideias que perpetuam como julgamentos por aí e que não consideramos nada justos ‒ aqui vão alguns exemplos. 

“É uma geração individualista”  

Dizer que a Geração Z é egocêntrica apenas porque “evitamos ligações de voz”, por exemplo, simplifica a questão. Trocamos o telefone por formas mais práticas de comunicação, mas seguimos valorizando conexões, comunidades e causas coletivas. Mais do que isolamento, há uma nova forma de equilibrar relações e limites pessoais.

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“É uma geração rasa”

O que muitos acusam de futilidade em relação à Geração Z, já que nascemos na era da internet e nos importamos com as aparências nas redes sociais, é, na verdade, só a habilidade de adaptação a diversos nichos e estilos. Estamos longe do “raso”, temos a mente aberta às diferentes formas de expressar a nossa identidade que constantemente evolui, assim como nós!

“Agora todo jovem quer ser clean e minimalista”

A ideia que todo jovem quer ser “clean” ou “minimalista” é mais um estereótipo. Somos humanos e, com isso, temos gostos e escolhas diferentes. Podemos, sim, seguir um padrão (ou não). Podemos escolher estilos alternativos, usar penteados diferentes, unhas todas decoradas ‒ a gente pode ousar no que quiser. Falar que existe um padrão para toda a juventude é ignorar as nossas escolhas e apagar toda a nossa identidade.

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* Este texto foi escrito por Endy Victória, Madu Vilar, Mireilly Santos, Luiza Salles, Mariana Rivera, Pedro Henrique Sat’Ana, Nathan Coelho, Giulliana Milani, Clara Lins. 

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