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Você já tem idade suficiente para ter celular, mesmo? Novo estudo responde

Pesquisa analisa o impacto do uso precoce do celular e explica como a decisão pode influenciar o desenvolvimento da nossa galera

Por 3 dez 2025, 17h00 | Atualizado em 8 jun 2026, 13h39
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om quantos anos você ganhou seu primeiro celular, leitor(a) da CAPRICHO? Essa é uma decisão que varia de acordo com a percepção de cada pai, mãe e responsável, mas os efeitos disso podem afetar todos os jovens. Um estudo americano, publicado  publicado nesta semana na revista Pediatrics, aponta que quem tem acesso aos celulares aos 12 anos (ou antes) tem chance maior de depressão, obesidade e sono insuficiente.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores observaram ao longo de dois anos mais de 10 mil pessoas, comparando adolescentes de 12 anos que tinham celular com aqueles que não tinham.

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Eles notaram que quem já tinha um celular tinha 40% mais risco de obesidade e 31% mais risco de depressão. Quem já tinha um smartphone apresentava 62% mais chance de dormir menos de 9 horas por noite. Vale esclarecer que eles não consideraram jovens que fazem um “uso problemático” dos celulares, em níveis muito altos.

Então, sim, a idade em que você ganha o celular importa

Em entrevista ao G1, Ran Barzilay, autor principal do estudo e psiquiatra infantil e adolescente do Hospital Infantil da Filadélfia, explica que a idade em que a criança e adolescente começa a usar um celular pode aumentar os riscos da saúde porque, nesta fase de desenvolvimento, o cérebro e o corpo mudam rapidamente durante esses anos.

“Portanto, três anos têm muito mais importância do que, digamos, entre os 29 e 32 anos, quando as pessoas já são adultas. Portanto, se conseguirmos manter as crianças saudáveis durante esses anos, o impacto na vida adulta será grande”, afirmou em entrevista ao portal.

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Ran também esclareceu que a ideia da pesquisa não é impedir que adolescentes tenham acesso ao telefone, mas trazer uma reflexão mais profunda sobre os impactos disso. Segundo ele, os pais têm o papel de conversar com os filhos sobre isso e observar o quanto o hábito está afetando a vida e bem-estar deles.

Mas e o papel da nossa galera jovem? Bom, você também pode (e deve) ficar mais atento sobre sua relação com o celular. Será que seu tempo de tela não está muito alto? O quanto isso está atrapalhando no dia a dia e afetando outras áreas da sua vida? Vale pensar!

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