Você pode buscar ajuda para vício em jogos de aposta pelo app do SUS

O Ministério da Saúde anunciou a novidade como "uma resposta ao fenômeno recente de comportamentos problemáticos relacionados a jogos e apostas"

Por Juliana Morales 4 mar 2026, 14h18 •
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ão é brincadeira: problemas relacionados a jogos de apostas se tornaram uma questão de saúde pública. Diante disso, o Ministério da Saúde anunciou que o Sistema Único de Saúde, o SUS, começará a ofertar teleatendimento em saúde mental para pessoas que apresentam comportamentos problemáticos relacionados a jogos e apostas.

A escolha pelo atendimento online não é à toa. Apesar de esse tipo de vício, que traz sérias consequências, ter crescido entre jovens e adultos, muitas vezes, ainda há dificuldade de admitir o problema, vergonha e muita estigmatização. Por isso, dificilmente, quem está com problemas relacionados a jogos de apostas procura um serviço de saúde presencialmente. Em 2025, o SUS ofertou 6.157 atendimentos presenciais direcionados a esses casos.

Segundo o Ministério da Saúde, o teleatendimento é, então, uma forma”ampliar o acesso ao cuidado de forma reservada, segura e acessível”, já que permite que “famílias e amigos possam apoiar quem enfrenta essa situação, permitindo contato direto com especialistas sem a necessidade de ir até uma unidade”. Ele é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e rede de apoio.

Como buscar ajuda para você ou alguém que você gosta

Primeiro, você precisa baixar o aplicativo Meu SUS Digital. É gratuito e está disponível nas lojas Android, IOS ou na versão web. Aí você terá que fazer login com a conta gov.br. Na página inicial, clique em “Miniapps”. Em seguida, selecione a opção “Problemas com jogos de apostas?”.

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O aplicativo apresentará, então, um autoteste com perguntas que ajudam a identificar sinais de risco e orientar o próximo passo. O material foi criado em evidências científicas e validado no Brasil por especialistas. Caso o resultado mostre um risco menor, a pessoa é orientada a procurar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui desde Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) a Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Já se o resultado indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. O paciente preenche um cadastro no aplicativo e as orientações para a consulta são enviadas pelo WhatsApp. Os atendimentos são realizados por vídeo e duram em média 45 minutos. Tudo isso de forma gratuita e confidencial.

Quem irá atender é uma equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário. Os profissionais vão indicar como será o tratamento, que pode incluir até 13 consultas por paciente – seja em grupo com sua rede de apoio ou individualmente. E sempre que necessário, os pacientes serão conduzidos ao atendimento presencial.

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O Meu SUS Digital também conta com conteúdos informativos sobre sinais de alerta, prevenção e impacto da prática na saúde mental. Além disso, a Ouvidoria do SUS está treinada e preparada para orientações sobre o tema. Os profissionais atendem pelo telefone 136, por teleatendimento, via formulário, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde.

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