Do caos à final: a trajetória inesquecível da Tia Milena no BBB26

Vice-campeã dividiu opiniões ao longo da edição, mas deixou sua marca no programa. Ela é a pipoca of the year!

Por Arthur Ferreira 22 abr 2026, 15h56
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BBB26 chegou ao fim na última terça-feira (21) com vitória de Ana Paula Renault, mas a final também consagrou outro nome impossível de ignorar: Tia Milena. Vice-campeã com 17,29% dos votos, ela encerrou o reality como uma das participantes mais comentadas e controversas da temporada.

Apelidada de “Pipoca of the Year” nas redes sociais, Milena Moreira saiu do programa com uma trajetória que começou turbulenta, passou por rejeição e terminou com protagonismo. Mas, para entender como ela chegou até a grande final, é preciso voltar ao início — quando o público ainda não estava exatamente ao seu lado.

Da Casa de Vidro ao protagonismo

Antes mesmo de entrar oficialmente no jogo, Tia Milena já enfrentou sua primeira batalha. Ela garantiu a vaga no reality ao vencer a Casa de Vidro da região Sudeste com 59,3% dos votos, disputando contra Gabriela. O detalhe? Nem ali o favoritismo era unânime.

Ainda assim, Milena entrou na casa chamando atenção pelo jeito espontâneo e, para muitos, difícil de lidar. Desde os primeiros dias, ficou claro que ela não passaria despercebida.

Uma primeira semana caótica

Se hoje o público fala em “ícone”, o começo foi bem diferente. Na primeira semana, Milena virou alvo de críticas por atitudes consideradas impulsivas e pela dificuldade em se expressar. O choro constante virou meme, com direito a comparações com som de Fórmula 1 nas redes, e a convivência não ajudava. Logo na primeira prova, protagonizou uma briga intensa com Sol Vega, ficando isolada da maioria da casa.

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Foi nesse momento que surgiu sua principal aliada: Ana Paula Renault. A jornalista acolheu Milena em meio aos julgamentos, dando início a uma das duplas mais marcantes da edição.

Primeiro paredão e rejeição dividida

A relação das duas foi testada já no primeiro paredão. Milena enfrentou a berlinda ao lado de Ana Paula e Aline Campos, em uma disputa que dividiu o público.

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Aline acabou eliminada com 61,64% dos votos, enquanto Milena permaneceu com 32,50%. O resultado indicava que a sister ainda enfrentava resistência, mas também já mobilizava torcida.

Entre o amor e o ranço

Ao longo do programa, Tia Milena se consolidou como uma participante “ame ou odeie”. Criticada por alguns como “imatura” e “difícil”, ela também conquistou quem via autenticidade em suas atitudes.

Sem nunca passar despercebida, sua presença era constante nas dinâmicas da casa, seja acordando os brothers, provocando discussões ou protagonizando momentos inesperados. E foi justamente essa intensidade que a manteve relevante até o fim.

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Se teve uma coisa que nunca faltou na trajetória de Tia Milena, foi assunto. Ela protagonizou alguns dos momentos mais virais da edição: o “garfo” durante uma discussão, que virou meme gigante nas redes, punições e tretas na Xepa, situações inusitadas que renderam montagens e até fantasias de Carnaval.

 

Lealdades, alianças e rupturas

Dentro da casa, a lealdade foi um dos temas centrais da jornada de Milena. Sua parceria com Ana Paula formou o grupo que acabou conhecido como “Eternos”, ao lado de aliados como Samira e Juliano Floss.

Mas nem tudo foi estável. A relação com Ana passou por altos e baixos, especialmente na reta final, quando divergências de jogo geraram atritos.

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Ainda assim, momentos fora do jogo mostraram a força do vínculo. Após Ana Paula receber a notícia da morte do pai, Milena esteve ao lado da amiga. “Você me tem ainda, eu vou ficar do seu lado assim”, disse, em conversa exibida no programa.

 

A evolução pessoal que virou narrativa

Na reta final, já na Prova do Finalista, Milena resumiu sua trajetória em um desabafo que viralizou: “Não quero ser mais uma, não quero ser esquecida. Eu tentei, tá? De formas boas ou ruins.” A fala sintetiza o que foi sua participação: intensa, imperfeita e impossível de ignorar.

Um dos pontos mais marcantes da trajetória de Milena foi sua transformação emocional. No início, ela evitava contato físico e demonstrava dificuldade em expressar afeto — algo que explicou ao revelar um trauma de infância vivido em um abrigo. Com o tempo, o público acompanhou mudanças: passou a se permitir mais nas relações,
começou a demonstrar carinho com aliados, e até mudou hábitos, como entrar na piscina sem camiseta e aproveitar mais as festas.

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Na final, o apresentador Tadeu Schmidt resumiu a trajetória de Tia Milena com uma metáfora que marcou o encerramento da edição: “A lagarta que entrava na piscina de roupa virou borboleta que vai de biquíni para onde quiser. A lagarta que não gostava de abraços virou a borboleta do abraço mais longo e apertado.”

Ele também destacou o impacto da sister no jogo: “A tia Milena conseguiu o que parecia impossível depois de 26 edições: entregar provocações totalmente inéditas, fruto da autenticidade máxima.”

 

Entre erros, acertos, memes e conflitos, sua trajetória reforça um dos princípios do reality: desaparecer nunca é uma opção. E, nesse ponto, Milena fez exatamente o contrário, ocupou todos os espaços possíveis. Se o público amou ou criticou, uma coisa é certa: ninguém ficou indiferente.

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