Irmãos voltam atrás e acusam Michael Jackson de abuso sexual infantil
Após defender o rei do pop por anos, irmãos Cascio afirmam terem sido coagidos e manipulados a negar acusações de abuso
m dia após a estreia da cinebiografia do rei do pop, o nome de Michael Jackson ganhou mais notoriedade na mídia após vir a público a notícia de que quatro irmãos, que antes haviam defendido o artista, estavam movendo um processo contra ele por abuso sexual. A denúncia da família Cascio foi feita ainda em fevereiro, mas só ganhou notoriedade na mídia após três irmãos e uma irmã concederam um longa entrevista ao The New York Times, onde detalharam os abusos sofridos.
No relato, Edward Joseph, Dominic Savini, Marie-Nicole e Aldo Cascio afirmam que a equipe do artista teria permitido que eles fossem aliciados e abusados ao longo de anos, além de serem coagidos a defenderem Jackson após a morte do cantor, em 2009. Segundo o jornal, o depoimento dos irmãos aponta que os abusos começaram quando eles tinham sete anos, perdurando até a adolescência, ocorrendo em diversos locais desde o hotel que o pai trabalhava, o rancho Neverland até turnês musicais de Jackson.
Há 17 anos atrás, após a morte do astro, os irmãos, na época no fim da adolescência, chegaram a participar de programas televisivos norte-americanos onde defendiam Jackson de acusações de abuso, se intitulando “a segunda família” do músico. Hoje, eles garantem que estavam sendo manipulados e pressionados pela equipe do artista.
Ao jornal, a queixa afirma que “Jackson se insinuou na vida dos autores e de seus pais com atenção obsessiva, presentes extravagantes, acesso ao seu estilo de vida de celebridade e declarações de que amava e precisava de cada um deles. Após o início do abuso, ele os isolou emocionalmente e, às vezes, fisicamente, de adultos responsáveis e uns dos outros. Ele os embebedou e ofereceu álcool. Mostrou-lhes pornografia, incluindo fotos de crianças nuas, para normalizar o abuso e dessensibilizá-los. Ele os fez temer e desconfiar dos outros, convencendo-os de que não apenas a vida dele, mas também a deles e a de seus familiares, seriam destruídas se alguém descobrisse o que ele estava fazendo com eles”.
A defesa, por outro lado, composta pelos representantes legais do espólio, que reúne os bens e a herança do músico, afirma que as acusações são uma “uma tentativa desesperada de extorsão” e “uma tentativa de extorsão”, e “alegam que a família pediu dinheiro ao espólio de Jackson em troca de não tornarem públicas as suas acusações”.
O jornal apurou, inclusive, que antes de seguir com a acusação formal, os irmãos procuraram o espólio, chegando a um “acordo secreto” de que eles receberiam 16 milhões de dólares em cinco anos para que “menos alegações falsas viessem à tona”. Após o encerramento dos pagamentos em 2025, no entanto, os Cascio teriam levado a denúncia à Justiça.
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