A moda fortalece a conexão de Giovanna Grigio e Guilherme Paganini
Neste Dia dos Namorados, a atriz e o estilista contam à CAPRICHO como a moda se tornou linguagem de troca no relacionamento
ara Giovanna Grigio e Guilherme Paganini, a intimidade também passa pelo guarda-roupa. Entre jaquetas de couro e acessórios emprestados, a atriz e o estilista construíram uma relação em que a moda se tornou mais do que um interesse em comum e virou uma forma de troca, conversa e expressão no relacionamento.
Neste especial de Dia dos Namorados da CAPRICHO, os dois falam sobre as peças e referências que costumam compartilhar, o que, inclusive, contribui para explorar suas criatividades no estilo. O casal também conta como as diferentes perspectivas profissionais, ela lidando com figurinos de vários personagens, e ele como diretor criativo e fundador da marca Casa Paganini, influenciam a maneira como enxergam a moda e o que aprendem um com o outro sobre esse assunto.
Giovanna Grigio e Guilherme Paganini em uma conversa sobre moda como conexão no relacionamento
CH: Vocês têm estilos parecidos que possibilitam compartilhar roupas? Como é essa troca?
Giovanna: “Nós dois somos muito urbanos, vivemos em São Paulo. Ele me apresentou várias marcas e referências de moda, e eu também influenciei o estilo dele com meu gosto artístico. Uma peça que compartilhamos são as jaquetas, estamos sempre trocando as nossas.”
O que gostam de ‘roubar’ no armário um do outro?
Giovanna: “Tenho camisetas que eram do Guilherme, uma calça também. Hoje, eu pegaria todas as jaquetas de couro da Casa Paganini, que são belíssimas.”
Guilherme: “Com certeza as jaquetas de couro da Gi. Desde que a conheci sou doido pelas jaquetas dela.”
E o que não gostam?
Giovanna: “Não sei se tem algo específico que eu não gosto no armário dele, mas sempre conversamos sobre o quanto as opções masculinas são muito limitadas, enquanto as femininas são inúmeras, de diversas cores e modelagens.”
Guilherme: “Acho que não seria não gostar, mas ela tem muitas peças coloridas. Seria mais não me identificar do que realmente não gostar.”
Qual peça tradicionalmente considerada masculina compõe looks femininos incríveis? E vice-versa?
Giovanna: “Eu amo uma alfaiataria, me sinto poderosa usando. Existem tantas peças masculinas que se assemelham a saias e vestidos que são lindas, estilosas e divertidas de usar.”
Guilherme: “Os clássicos blazers masculinos para elas. E, na parte feminina, as calças de elástico para nós, primeiro porque são absurdamente confortáveis, e segundo porque combinam com tudo.”
Quais dicas vocês dariam para namorados compartilharem peças e conseguirem montar looks estilosos?
Giovanna: “Para pessoas com tamanhos tão diferentes como eu e o Guilherme – ele é muito alto –, as trocas de peças ficam mais nas jaquetas, bolsas e acessórios. Uso também algumas blusas dele, tricôs, moletons, jaquetas de couro. Às vezes, pego bolsa emprestada, ele alguma peça minha. E isso acontece de forma natural, porque como gostamos de moda e estamos sempre falando sobre isso, sempre temos peças descoladas para trocar.”
Guilherme: “Acho que é se aventurar mesmo, principalmente para nós homens que acabamos tendo esse preconceito em usar peças femininas. Coloca aquela saia do seu amor em cima de um bom jeans, com uma modelagem chique e depois me diz se não fica style [risos].”
Qual é a opinião de vocês sobre uma moda menos presa a gênero?
Giovanna: “Eu sempre vi a moda como expressão de tudo. É uma narrativa, sempre, é o figurino da vida, e desafiar as normas de gênero na hora de vestir significou e segue significando muito. Eu sempre enxerguei as roupas como figurinos que podem ser usados independente de quem você seja e, nesse sentido, acho que mulheres se divertem mais ao se vestirem, ou talvez a performance seja algo mais exigida de nós. Penso que nos prender a ‘regras’ antigas que nem fazem mais sentido só limita nossa expressão pessoal, que pode ser tão maior se libertarmos nossa criatividade.”
Guilherme: “O que eu sempre digo é que, se roupa não tem nem nome, quem dirá gênero. Por mais que, para mim como estilista, na hora de produzir as peças, principalmente as acinturadas, acabo tendo que olhar para determinado corpo em seu gênero para a construção da peça, no fim é muito mais sobre a proporção que você quer trazer para aquele look. Menos acinturado, mais marcado, etc. Eu mesmo vivo comprando calças femininas porque acho muito mais confortáveis.”
O que vocês aprendem um com o outro sobre moda? Giovanna com o Guilherme, que é estilista, e Guilherme com a Gi, que é atriz?
Giovanna: “Guilherme é muito inteligente, cheio de referências e ideias interessantes. Ele está sempre questionando a maneira que as coisas acontecem no mundo, e eu admiro isso nele. Moda sempre foi um assunto no nosso relacionamento, e eu tenho muito orgulho de ver onde ele está hoje com a Casa Paganini, porque eu vi esse sonho nascer e se tornar realidade. É irado presenciar todo o processo de criação do artista, principalmente porque dá muito trabalho e não é fácil. É sempre maravilhoso conversar com ele sobre arte, e também devo dizer que eu adoro quando ele me acompanha quando vou às compras, porque ele tem muito bom gosto.”
Guilherme: “Aprendo a entender a roupa como a representação daquela persona em si para além do produto. Também traz essa ideia da moda para além do produto, como arte, o que é bem importante também ao meu ver. Sou fascinado por figurinos desde criança. Inclusive, penso em um dia também expandir meus horizontes para esse lado, e nada melhor que uma namorada atriz para abrir meus olhos para isso, né?”
Gi, e você pensa em fazer uma coleção em parceria com a Casa Paganini?
Giovanna: “Às vezes penso nessa possibilidade. Talvez esse seria um convite para trazer estampas para a marca. Eu gosto muito de desenhar, pintar e explorar com as cores. Com certeza gostaria de me aventurar com estampas, desenhos, cores fortes… Que são características presentes na minha arte.”
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