Conheça os finalistas do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores

Cinco estudantes de diferentes regiões do Brasil transformam memórias, identidade e território em coleções que disputam a etapa final do concurso

Por Sofia Duarte 5 jul 2026, 11h00
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quarta edição do Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, voltado para estudantes de moda de todo o Brasil, já tem seus cinco finalistas escolhidos. Agora, eles se preparam para a última etapa, um desfile que será apresentado no final do ano em São Paulo, e, enquanto isso, a gente te apresenta a cada um desses jovens.

O concurso, que recebeu 776 inscrições desta vez, chega em cinco finalistas, um de cada região do país, que transformam o algodão em linguagem estética e narrativa a partir de suas próprias leituras sobre o corpo, território e memória. Vem conhecê-los e saber quais coleções participam da etapa final do desafio, um desfile na Casa de Criadores, em dezembro.

Conheça os estudantes finalistas do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores

NORDESTE – Daniel dos Santos e Santos

O maranhense Daniel dos Santos e Santos vai trazer a coleção autobiográfica ‘Festa no Céu‘, que estabelece um paralelo entre o desenvolvimento da ave guará e um corpo que aprende a existir com liberdade. Com macramê e tule, as peças têm a cor vermelha como destaque e seguem um percurso da contenção à expansão, no qual silhuetas estruturadas, que remetem a uma gaiola, dão lugar a texturas orgânicas e volumes que simulam penas em formação.

Psicologicamente, entre tantas camadas sociais, essa coleção também é sobre o sonho de liberdade, de um jovem interiorano que teve medo de assumir sua sexualidade”, resume o estudante em uma publicação no Instagram.

NORTE – Liz Santos de Sousa

Inspirada no movimento neocabano e no espírito de luta da Cabanagem, Liz Santos de Sousa cria a coleção ‘Colapso Amazônida‘, que constrói silhuetas com estruturas que comprimem e amarrações que limitam, revelando tentativas de controle e apagamento, enquanto o algodão força a saída, representando a resistência.

A coleção imagina um futuro distópico construído pela exploração desenfreada das riquezas naturais da Amazônia. Uma Amazônia em colapso, que finalmente toma a palavra e passa a contar sua própria história, através dos seus corpos, das suas marcas e das suas vivências, sem intermediários”, explica ela nas redes sociais.

SUDESTE – Nayara Pereira de Souza

Em ‘O Grito do Corpo‘, Nayara Pereira de Souza investiga a ansiedade como experiência física e sensorial, que é traduzida em formas, volumes e superfícies. Desenvolvido em sarja 100% algodão, com zíper destacável e linha de crochê em pontos em X, o look confeccionado para esta etapa do projeto demonstra a relação entre proteção e aprisionamento.

Cria-se um distanciamento que ao mesmo tempo protege e isola, reforçando a dualidade entre esconder e conter”, afirma.

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SUL – Michael Insfran Britez

Filho de uma comunidade de imigrantes paraguaios que trabalham na indústria têxtil de São Paulo, Michael Insfran Britez propõe uma amálgama cultural entre Paraguai e Brasil a partir do resgate de elementos da cultura paraguaia na coleção ‘Brasiguayo‘. O projeto exalta a identidade híbrida de quem não se vê plenamente brasileiro nem totalmente paraguaio.

CENTRO-OESTE – Alexandre Freitas da Silva

A partir do olhar para o céu atravessado por pipas, território de liberdade da infância na rua, em contraste com a atmosfera tensa do ambiente doméstico, marcado por conflitos entre os pais, surge a coleção de Alexandre Freitas da Silva. As peças reinterpretam as linhas das pipas em costuras aparentes, amarrações com cordão náutico e recortes geométricos, enquanto técnicas como patchwork e upcycling dão corpo aos fragmentos emocionais da memória.

Qual dessas coleções você ficou mais curiosa para ver de perto na Casa de Criadores?

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