Gravata: acessório que ainda é símbolo de rebeldia feminina é tendência
Do século 19 até hoje, a gravata simboliza poder e quebra do código de vestimenta do que é considerado feminino. Saiba mais e inspire-se para usar.
e você é do tipo que fica de olho nas tendências do momento, já deve ter reparado que a gravata voltou com tudo nos looks femininos. Um dos elementos que faz parte das tendências officecore e preppy, ela é destaque nos looks da Tia Milena no pós-BBB e também marca presença em personagens de filmes e séries atuais, como na sequência de O Diabo Veste Prada e na 2ª temporada de A Dona da Bola, série da Netflix estrelada por Kate Hudson.
A seguir, a CAPRICHO revisita o histórico do acessório, te conta mais detalhes sobre a tendência e ainda entrega inspirações para você mandar bem na hora de montar o seu look:
A gravata feminina e uma história de rebeldia
Foi no século 19 que tudo começou, com mulheres usando a peça, até então reservada ao guarda-roupa masculino, como símbolo de resistência. Nessa época, elas eram voltadas à prática de atividades físicas, como a equitação, e ainda eram usadas sem calça — o que, inclusive, resultou na na criação do tailleur, o conjunto de blazer e saia.
A popularização e a adição da alfaiataria masculina entre as roupas femininas veio nos anos 1930, com Marlene Dietrich, que apostou no estilo andrógino como expressão de estilo e transgressão. Sua influência marcou a tendência e gerou frutos, tanto que, em 1966, foi a vez de Yves Saint Laurent criar o Le Smoking, transformando os elementos dessa estética em alta-costura.
Com o passar dos anos, apesar da maior liberdade das mulheres e da mudança nos códigos de vestimenta — principalmente com o avanço da moda sem gênero —, a gravata sempre foi associada à rebeldia e poder quando aparece no look de alguma mulher. Um exemplo não tão recente, mas contemporâneo, é a estreia de Avril Lavigne no mundo da música: com o álbum Let Go, lançado em 2002, a cantora de apenas 17 anos soltava a voz e combatia as barreiras para consolidar o seu espaço no rock, gênero que ainda hoje é dominado por homens.
Na sua estética skate e punk rocker, que marcou toda uma geração de garotas, a gravata era um verdadeiro símbolo, como uma mensagem não-verbal de alguém que queria deixar claro que vinha para ficar, quebrando estereótipos e sem corresponder ao que era esperado dela (na época, a feminilidade e a sensualidade que imperavam entre as estrelas pop dos anos 2000).
Muitos anos depois, a mensagem continua a mesma. Em A Dona da Bola, por exemplo, com Isla Gordon (Kate Hudson) e Ali Lee (Brenda Song) impondo a presença e a voz na cena do basquete, também marcada por homens, a gravata rouba a cena em vários looks. E alguém tem dúvidas de que não é por acaso?
A gravata nos looks de hoje
Referência no mundo da moda desde que foi lançado em 2006, O Diabo Veste Prada 2 confirmou o destaque das gravatas entre as tendências atuais. Antes, o acessório também já tinha aparecido nas Semanas de Moda, concentrando os holofotes sobre seu retorno entre os looks de alfaiataria.
Além do simbolismo que carrega, no styling de hoje, a gravata surge como um detalhe que garante um toque urbano e cheio de personalidade no visual feminino, seja acompanhando um conjunto de blazer e calça, como um elemento inesperado em produções despojadas ou como contraste na estética girlie. Com toda a informação de moda que carrega, transforma qualquer produção básica em fashionista — e, claro, poderosa, seguindo a tradição que a acompanha desde quando garotas e mulheres começaram a usá-la, transformando um detalhe da roupa escolhida em mensagem.
Veja mais inspirações entre as famosas:
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