Por dentro do figurino de O Diabo Veste Prada 2: o que muda na continuação
O retorno do icônico suéter azul-celeste foi uma escolha óbvia para a sequência, segundo a figurinista
om a chegada do filme O Diabo Veste Prada 2 nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (30), a expectativa de que o figuro esteja à altura da primeira parte é alta. Não à toa, a responsável pela caracterização dessa sequência é a Molly Rogers que, inclusive, trabalhou em And Just Like That e no primeiro O Diabo Veste Prada, sob a orientação de Patricia Field. E, convenhamos, pelo trailer já é possível notar alfaiataria, streetwear e vestidos deslumbrantes. Mas, afinal, surge a curiosidade: como foi o backstage para pensar nas roupas?
“Eu sabia que a Patricia Field já tinha estabelecido a essência da personagem Miranda Priestley (no primeiro filme), então seria só uma questão de dar continuidade a isso”, revela Rogers em uma entrevista à Vogue estadunidense sobre os figurinos polidos que foram construídos na primeira parte.
Mesmo com um caminho a ser trilhado, a profissional teve alguns momentos desafiadores. Por exemplo, as marcas estavam hesitantes em fornecer roupas para o primeiro filme, especialmente pelo receio de como o universo da moda seria retratado. Agora, depois de o longa ter se tornado um clássico, o jogo virou, e as grifes correram para vestir o elenco.
Inclusive, em entrevista à Vogue Britânica, a atual figurinista revelou que a longevidade das peças era uma das suas grandes preocupações, assim como evitar a velocidade das tendências que poderia deixar o filme datado.
“É muito natural, para mim e para a minha equipe, acrescentarmos aqui e ali um pequeno toque nosso, mas eu queria que tudo fosse fluido e atemporal. Temos um roteiro muito sólido – adoro o guarda-roupa do primeiro filme porque é atemporal. Não se olha para as roupas e se pensa look 14, ou algo do tipo. Quis fazer o mesmo, garantindo ao mesmo tempo que a roupa tivesse um alcance amplo”, diz Rogers.
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Um bom exemplo disso é a Emily Charlton, interpretada por Emily Blunt, que originalmente era a assistente obcecada por moda de Miranda e vestia Vivienne Westwood, Rick Owens e Maison Margiela. Já na sequência, veremos uma personagem repleta de Dior, que atuará como uma executiva responsável pelo orçamento de marketing do qual o futuro da Runway depende.
E Anne Hathaway também contou com uma mudança no visual, não apenas sua personagem. Rogers comentou, na entrevista, que, há 20 anos, saltos altos eram desconhecidos para a atriz. “Anne era inocente – ela não usava salto alto em O Diário da Princesa!”, revelou, acrescentando que Andy Sachs foi mais fácil de vestir dessa segunda vez.
Outro tópico icônico mencionado foi a volta do famoso suéter azul-celeste, que, para Rogers, foi uma escolha óbvia, mas é uma peça “que você já usou até não poder mais e que seus amigos não deixam você usar em público”, descrevendo de forma humorada uma peça que roupa que já foi usada tantas vezes que já ficou “batida”.
Por fim, a figurinista conclui que ficou arrasada por um look em particular não ter sido selecionado para o filme. “Não nos machuquem”, disseram os executivos do filme, “mas o vestido Jonathan Anderson para Dior não foi selecionado”.
A criação composta por um cetim preto e renda, feita pelo estilista assim que ele entrou no ateliê da maison francesa, não foi exibida por ter deixado o filme longo demais. Mas, para a felicidade do espectador, há outros momentos para quem ama um look fashion.
E você? Está animado para ver a continuação nos cinemas? Por aqui, estamos contando os minutos.
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