Seus pais podem ser aliados na hora de cuidar de beleza e autoestima
Presença dos pais em consultas cresce e revela novo caminho para abordar esses temas, viu? Ou seja, ter um adulto por perto pode mudar tudo (para melhor).
ão é raro chegar em um consultório dermatológico e se deparar com pais e filhos dividindo o mesmo espaço e, muitas vezes, em uma conversa sobre autocuidado. Essa nova dinâmica, que passou a ser comum nos dias de hoje, indica uma importante mudança no comportamento das famílias diante da saúde da pele na adolescência, além de também reforçar a maior preocupação dos jovens com a própria rotina de skincare. E você, leitor e leitora de CAPRICHO, sabe bem disso, né?
“O adolescente de hoje é extremamente bem informado, muitas vezes por redes sociais como TikTok e Instagram. Eles já chegam sabendo nomes de ativos como ácido salicílico ou niacinamida”, explica a dermatologista Julia Ocampo, da clínica Natuee.
A especialista reforça, no entanto, que esse interesse pelo autocuidado também pode vir acompanhado de excessos, com ansiedade por resultados imediatos e uso de produtos inadequados para a idade. E é aí que a presença dos pais se torna ainda mais necessária para um tratamento responsável e com um médico de confiança. Nada de acreditar só no que aquele vídeo com informações duvidosas que chegou até o seu feed, viu?
O novo papel dos pais nas consultas
É nesse cenário que a presença dos responsáveis tem ganhado protagonismo e se tornado quase um “programa familiar”, como indica a dermatologista ao notar a quantidade de pais que já levam os filhos ao consultório quando marcam seus procedimentos.
O companheirismo, saudável e importante, é estimulado pela especialista, mas ela não deixa de destacar a importância de deixar o adolescente ter o espaço: “O pai ou a mãe trazem o histórico de saúde, mas eu sempre faço questão de que o adolescente seja o protagonista da conversa. É essencial que ele participe ativamente da decisão sobre seu tratamento para que a adesão aconteça.”
Quando o assunto envolve acne, higiene ou os “cheirinhos” da puberdade, a abordagem faz ainda mais diferença. “Em vez de apontar falhas ou mudanças no corpo do adolescente para cobrar novos hábitos, o ideal é trazê-lo para perto”, orienta. “Proponha o cuidado como um projeto conjunto: ‘Percebi que sua pele mudou um pouco, vamos buscar uma forma de cuidar disso juntos?’”
As queixas e erros mais comuns na consulta
Os odores corporais estão entre as reclamações mais comuns dos adolescentes que vão à clínica. Para a resolução do problema, a dermatologista explica que é fundamental ter um equilíbrio entre a higiene cuidadosa e a escolha inteligente de produtos e peças de roupa. “Recomendo limpeza estratégica, com sabonetes adequados; roupas de fibras naturais, como o algodão; e orientação sobre produtos, entendendo a diferença entre desodorantes e antitranspirantes”, indica.
Já entre os erros, é a falta de equilíbrio, que resulta em excesso ou negligência, que se destaca. “Lavar o rosto várias vezes ao dia pode causar efeito rebote, enquanto dormir de maquiagem ou evitar lavar o cabelo piora quadros como a dermatite seborreica. Muitos adolescentes também fazem um ‘coquetel’ de produtos, misturando ácidos sem orientação, o que pode causar irritações importantes”, aponta.
Além disso, ela também faz um alerta sobre o compartilhamento de itens pessoais e a prática de seguir dicas de redes sociais sem considerar o próprio tipo de pele.
Quando investigar mais a fundo
Embora suor e odor façam parte da adolescência, alguns sinais pedem atenção — e os pais podem ajudar a identificar. “Mudanças súbitas no padrão, suor noturno intenso ou transpiração excessiva. mesmo em repouso, são sinais de alerta”, explica.
“A presença de nódulos, odores muito fortes ou alterações incomuns também indicam a necessidade de avaliação médica”, finaliza a dermatologista.
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