3 perguntas para você fazer a si mesmo quando sentir ciúme
Em vez de brigar com esse sentimento, que tal aproveitá-lo para se conhecer mais e aprender a lidar de forma mais saudável?
ciúme é uma emoção comum, mas nem sempre compreendida. Afinal, ela é complexa e envolve outros sentimentos, como raiva, tristeza, medo e insegurança. Mas, então, o que fazer quando temos essa resposta emocional intensa?
Bom, não existe uma receita pronta para lidar com o ciúmes, que se dá em diferentes circunstâncias. O que é possível fazer, em toda situação, porém, é olhar com mais autoconsciência, buscando entender (e acolher) os sentimentos – sem colocar os pés pelas mãos e correndo o risco de gerar brigas que, muitas vezes, nem fazem tanto sentido.
A seguir, te apresentamos três perguntas profundas que podem te ajudar a refletir melhor quando você se deparar com essa emoção intensa.
“De onde vem esse ciúme?”
Muitas vezes, focamos na situação específica que gerou ciúmes (uma mensagem, um like, alguma fala ou interação), mas não paramos para pensar por que aquilo teve um efeito tão grande em nós. Se a outra pessoa da relação descumpriu algum combinado ou ultrapassou algum limite, é muito importante, sim, que você converse com ela, esclareça e vocês lidem com isso. Mas, se não for isso e se a emoção tiver um peso muito maior do que aconteceu e continue “pesada” mesmo depois que tudo tenha sido esclarecido e resolvido, é importante ir mais a fundo para entender o que pode estar por trás.
Pode ser um exercício complexo, sabemos. Afinal, como entender um sentimento tão complexo e irracional, na maior parte do tempo, como esse? Por mais difícil que possa ser estabelecer um significado mais preciso ou limites para um sentimento que é capaz de deturpar qualquer tipo de regra sentimental, alguns estudiosos se propuseram a fazer isso, incluindo Sigmund Freud. Há mais de 100 anos, em 1922, o criador da Psicanálise estabeleceu uma divisão que separa o ciúmes em três tipos: competitivo/normal, projetivo e delirante – entenda o que é e o que motiva cada um deles neste outro texto aqui.
“O que o ciúme ativou em mim?”
Aqui, a ideia não é entender o que ativou o ciúme, mas, sim, o que o ciúme pode ter ativado em você. Muitas vezes, uma situação pode ser uma espécie de gatilho para questões muito maiores, que, talvez, você nem se dê conta que enfrenta. No livro As Cinco Feridas Emocionais*, a pensadora Lisa Bourdeau defende a teoria que, ao longo da vida, desenvolvemos moldes internos de funcionamentoe acabamos os repetindo automaticamente nos relacionamentos e em outras áreas da vida. Tais moldes nos levam a padrões emocionais, cognitivos e comportamentais. Segundo ela, o ciúme, por exemplo, pode estar estar ligado a feridas antigas, como a rejeição, abandono, traição, injustiça ou humilhação. Já parou para pensar no que essa emoção pode estar querendo te mostrar?
“Se eu estivesse assistindo essa cena ou situação de fora, o que eu acharia?”
Na verdade, este exercício pode te ajudar a responder às duas perguntas anteriores. Quando sentir ciúme, pare e tente imaginar que você é uma espectadora da situação. Se fosse com outra pessoa, você pensaria da mesma forma? Muitas vezes, ficamos tão imersas naquilo que fica difícil distinguir razão e sentimento, e parece que tudo fica confuso, não é? Por isso, se tirar de cena e tentar olhar com mais objetividade, pode te auxiliar a enxergar tudo com mais clareza.
A ideia não é se livrar do ciúme como mágica, mas aprender a lidar com ele de um jeito mais leve, respeitando seu tempo e suas emoções, tá? Inclusive, se sentir que precisa de uma força nesse caminho, busque ajuda psicológica, certo?
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